Fazenda histórica do Caminhares na Estrada Real

a casa · nossa história

Uma fazenda construída devagar, com intenção.

O Caminhares nasceu da ideia de que determinados lugares pedem um tipo diferente de atenção. Não um hotel, não um resort — mas uma casa que recebe poucos e cuida do essencial.

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origem · 2019

Como o Caminhares começou

A propriedade estava fechada há anos quando Cláudia e Marcos Tavares a encontraram em 2017, num percurso a pé pelo trecho mineiro da Estrada Real. A casa principal — construída no século XIX com pedra-sabão e madeira de lei — estava de pé, mas esquecida. As trilhas que partiam dos fundos ainda abriam para a mata do Espinhaço.

Nos dois anos que se seguiram, o casal trabalhou junto a mestres de obras locais para restaurar os ambientes sem alterar a estrutura original. Nenhuma parede foi derrubada. O objetivo era simples: criar um lugar onde alguém pudesse passar vários dias sem que nada disputasse sua atenção.

Em 2019, o Caminhares recebeu os primeiros hóspedes. Desde então, funciona com ocupação reduzida — nunca mais de dois chalés e a suíte da casa principal ao mesmo tempo — para que o silêncio permaneça como característica principal da estadia.

missão

O que orientamos

O Caminhares não se propõe a oferecer entretenimento. Não há atividades programadas, não há guias, não há animação noturna. O que a casa oferece é estrutura para que o hóspede possa organizar o próprio tempo — caminhar, ler, escrever, ou simplesmente observar a serra ao amanhecer.

A hospitalidade aqui é discreta por princípio. O café da manhã é servido no horário combinado. A arrumação do alojamento segue a rotina acordada. Fora disso, a presença da equipe é mínima — algo que os hóspedes que voltam dizem ser exatamente o que procuravam.

Recebemos adultos que valorizam o tempo próprio: escritores em retiro pessoal, casais que querem poucos dias longe do ritmo urbano, profissionais que trabalham remotamente e preferem fazê-lo com paisagem ao redor.

quem cuida

As pessoas da casa

CT

Cláudia Tavares

Anfitriã & Gestão da Casa

Cláudia acompanha cada estadia desde a reserva até a saída. Ex-professora de literatura, ela organiza também o acervo da biblioteca da fazenda.

MT

Marcos Tavares

Conservação & Trilhas

Marcos é responsável pela manutenção dos chalés e pela conservação dos caminhos que partem da propriedade. Conhece a flora local com precisão de quem caminha ali há anos.

RS

Rosária Santos

Cozinha & Recepção Matinal

Rosária está no Caminhares desde a abertura. Ela prepara o café da manhã com ingredientes locais e conhece os fornecedores da vizinhança pelo primeiro nome.

compromissos

Padrões que orientam a estadia

Privacidade dos hóspedes

Não compartilhamos informações de reserva com terceiros. O nome e os dados de contato dos hóspedes são usados exclusivamente para a gestão da estadia.

Manutenção e higiene dos alojamentos

Cada alojamento passa por limpeza completa entre uma estadia e outra, com troca de toda a roupa de cama e toalhas. Os produtos usados são biodegradáveis.

Respeito à área de proteção

A fazenda fica dentro de área de amortecimento do Parque Estadual do Rio Preto. As trilhas seguem percursos estabelecidos para não impactar a vegetação nativa.

Segurança nos alojamentos

Todos os chalés e a suíte da casa principal têm extintor de incêndio, iluminação de emergência e saída desobstruída. As instalações elétricas foram revisadas em 2023.

Abastecimento local

O café da manhã e a despensa dos chalés são abastecidos com produtos de produtores do distrito e municípios vizinhos, com preferência para orgânicos e artesanais.

Gestão hídrica responsável

A propriedade utiliza captação de água de nascente com outorga regularizada. O consumo é monitorado, e a reutilização de água cinza para irrigação do jardim está em implantação.

contexto e valores

Hospitalidade rural no Serro

O Serro é um município colonial de Minas Gerais com patrimônio histórico tombado e paisagem de serra que varia entre cerrado, campo rupestre e mata ciliar. O distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, onde o Caminhares está localizado, mantém uma vida de vila — poucas casas, caminhos de terra, silêncio nas tarde.

A Estrada Real foi durante o ciclo do ouro mineiro a principal via de ligação entre as minas e o litoral. Hoje, os trechos conservados do caminho são percorridos por viajantes a pé, de bicicleta ou a cavalo. A fazenda do Caminhares fica a poucos metros de um desses trechos, e as trilhas da propriedade se conectam ao caminho histórico.

A hospitalidade que o Caminhares pratica parte de um princípio direto: cada pessoa que passa por aqui precisa de coisa diferente, e o papel da casa é criar condições para que ela encontre o próprio ritmo. Alguns hóspedes leem do amanhecer ao anoitecer. Outros caminham muito. Outros ainda trabalham metade do dia e passam o restante na varanda.

A estrutura da fazenda foi desenhada para não impor agenda. O café da manhã tem horário fixo porque é servido fresquinho, mas a tarde e a noite pertencem ao hóspede. Não há itinerário, não há actividades agendadas, não há grupo. É uma estadia, não um pacote.

Recebemos apenas adultos, com disponibilidade reduzida, para que o nível de quietude da propriedade permaneça como característica central. Quem busca movimento, programação constante ou vida social intensa vai encontrar outras opções mais adequadas no próprio Serro ou nos arredores. Quem busca pausa real, o Caminhares está aqui.

próximo passo

Conheça as modalidades de estadia

Uma noite de passagem, um fim de semana de leitura ou doze dias de silêncio — cada formato foi pensado para um tipo de pausa diferente.

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